É, estou de volta de onde eu não deveria nunca ter saído:
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quarta-feira, 22 de julho de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Esperando aviões
Meus olhos te viram tristeOlhando pro infinito
Tentando ouvir o som do próprio grito
E o louco que ainda me resta
Só quis te levar pra festa
Você me amou de um jeito tão aflito
Que eu queria poder te dizer sem palavras
Eu queria poder te cantar sem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões
Cada dia que passo sem sua presença
Sou um presidiário cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido na areia
Esperando que você me leia
Sou pista vazia esperando aviões
Sou o lamento no canto da sereia
Esperando o naufrágio das embarcações
(Vander Lee)
Da caixa de Pandora sacra de
Júnior Creed
domingo, 28 de junho de 2009
Daqui...
Daqui, com os olhos um pouco mais distantes, consigo ver melhor. Como para apreciar uma tela de Salvador Dalí, por exemplo. Quanto mais longe, mais se vê. De perto também se vê, mas se vê de modo metonímico - o que é sempre também muito bom.Daqui, percebo. Nossas metonímias do cotidiano ainda podem ser vistas: olhos, rostos, mãos, ombros, ouvidos, cigarros. Tudo isso parte da minha vida com você.
Nossas metonímias também são metáforas. Afinal seus olhos, a mim me salvam; seus rostos, a mim me moldam; suas mãos, ah!, essas a mim me guiam; meus mundos nos seus ombros; seus ouvidos na minha boca; nós, os cigarros fugitivos.
Eu sempre soube que te amava de um modo. Não sabia ao certo qual.
Da caixa de Pandora sacra de
Júnior Creed
terça-feira, 23 de junho de 2009
Mar sem sal
(Luísa mandou um beijo)
Não queria machucar-te
queria dar-te um beijo e um mar sem sal
Uma pitada de saudade, numa salada verde e então...
Me enganar, de vez, com você
Não queria levantar-me...
queria que o Tejo corresse perto da minha aldeia
Não vou deitar-me antes do sol se pôr
O Tejo não é mais bonito que o rio que corre na minha aldeia porque o rio que corre na minha aldeia é o rio que corre na minha aldeia.
Naquela noite, você quis me beijar, e eu disse:"sim"
Naquela noite, você quis me beijar e eu disse:"sim"
Naquela noite, você quis me beijar e eu disse:"pois não"
Da caixa de Pandora sacra de
Júnior Creed
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